Aprender a escrever...

Aprender a escrever só se faz escrevendo. E só aprendemos bem aquilo que para nós tenha poesia.

sábado, 3 de maio de 2014

Projeto - Parte 2, Capítulos 5 e 6



Capítulo 5 – Muito sugestivo


Raitun passa o braço pela cintura da sacerdotisa, abraçando a firmemente por trás. A mão livre encontra a mão da elfa que segura o arco com facilidade, e enquanto o resto do grupo distrai o dragão, eles reiniciam a conversa.
– “Posição sugestiva, não é?” Comenta Lilith
– “Deve ser exatamente isso que os outros estão pensando. Quase posso ouvi-los pensando isso. Perdoe-me pela insolência, mas na resisti á oportunidade”.
– “Isso quer dizer que além de tudo está tentando me seduzir?”
– “Temo dizer que é o contrário, Grande Lilith.”
– “Com quem aprendeu tanto?”
– “Com a melhor. Ela é tão boa que talvez me ensine como se mate dragões."
– “Ah, vai sim. E com todo o prazer, coisa fofa.”
O casal abraçado toma posição e uma flecha de luz toma forma no arco. Mas não era mais apenas uma flecha de luz como as que Lilith costuma usar. Adicionando seus poderes ao poder do aprendiz o mana em volta dos dois toma forma, e sua aura combinada tem uma presença tão poderosa quanto à do dragão. O mana dos dois tomou literalmente forma. Diria que posso descrever como um gigantesco arqueiro alado feito de pura mana, com duas asas gigantescas. Não era como uma entidade invocada, e ao mesmo tempo era como uma. Rodeava o casal, como se eles tivessem tomado a forma daquele arqueiro. A entidade materializa um arco de seu tamanho, muito parecido com o da sacerdotisa, e enquanto este começa a reunir mais mana usando o mesmo processo de Lilith para fazer flechas os outros continuar a atacar e distrair o dragão. Porém diante da ameaça do arqueiro o dragão volta atenção para os dois que estão invocando algo tão poderoso quando ele. Ele tenta atacá-los várias vezes, e os golpes são defendidos pelo grupo, mas um dos golpes acaba atravessando a defesa, e uma rajada de fogo é lançada sobre os dois, sem surtir efeito, a entidade envolta de mana maciça os protege e não sofre danos. Após receber o ataque a entidade contra ataca com uma flecha, que encontra no caminho uma rajada de mana vinda da boca do dragão. A flecha atravessa isso facilmente e destrói uma das seis asas do demônio em forma de dragão. Com um tiro na cabeça e um último no coração o grotesco dragão é derrubado, e partes de seu corpo começam a se desfazer, até que ele suma por completo. A entidade faz o mesmo, dela sobra apenas o original Mihawk, que se encontra na mão de Lilith, que se encontra deitada por cima do aprendiz, que no momento foi encontrado deitado na grama (com a sacerdotisa ainda em cima dele), exaustos por terem usado muito mana.
– Estão melhores do que eu esperava... O uso de poder espiritual causa cansaço físico, e é preciso uma enorme resistência física para aguentar uma grande quantidade de poder e aumentar a duração de uso desse poder. – é o que Yumi comenta.
– É verdade, concordo... O que aconteceu?
– Não consegue se lembrar ou não entendeu o que acaba de acontecer? Perguntou Hanna
–...
– Deixe-me ver como posso explicar-lhe de forma convincente. Ela pediu seus poderes, correto?
– Não, eu os ofereci.
– Dá quase no mesmo.
– Há uma diferença colossal entre um e outro.
– Ora, por que você não a deixa continuar? Interrompe Yumi.
– É coisa fofa... Deixe-a continuar... Sussurrou Lilith, fechando os olhos e se aconchegando em cima do aprendiz.
Hanna retomando o assunto: – Então você OFERECEU os seus poderes para que ela pudesse derrotar Ayenth. Ela aceitou e em vez de repetir o ataque usado no primeiro dragão, inteligentemente fez uso de algo mais poderoso: Ancient mana. Magia poderosa e antiga de nossos ancestrais.
– Um dos anjos usa o poder dos dois, e estes se convertem em um único, proporcionando a vitória dos dois, completa Yumi.
– Interessante. Mais interessante seria obter mais detalhes sobre isso. Correto?
– Correto... Mas... Me leve para casa... – sussurra de novo (Lilith)
– Vamos... – Diz o aprendiz, levantando se e pondo a sacerdotisa nos braços.
– Enquanto você a carrega, eu vou cobrar nossa aposta, diz a raposa antes de sumir.
– Então, acho que esta é minha deixa, diz a musicista guardando seu instrumento. Espero que as boas melodias o acompanhem e sejam levadas junto com os ventos que correm para você. E que a brisa traga as notas certas.
– Isso é um enigma junto de uma despedida para na mais voltar?
– Informação confidencial.
A garota se põe a caminho, a musicista e seu instrumento juntos em um saem em busca de novas melodias.
– Nos veremos novamente, Srta de seios volumosos...
– Eu quebraria cada osso seu em sete lugares se ainda me restasse energia.
– Então, recupera-te e faça isto.

Capítulo 6 – Aquela história continua


Yumi pensou em chamar a sacerdotisa Alexis, porém antes de fazê-lo olha novamente para Raitun e Lilith, e tem algo a ideia fixa na mente de deixá-los a sós. Também é interessante para o aprendiz treinar suas habilidades de cura. A arquiduquesa resolve chamar a Srta. Hitch e em breves sinais e palavras lhe dar uma mensagem. Ela pretendia manter os olhos no casal e para tal envia Hitch com os olhos neles e magia em volta dos três. Enquanto o aprendiz está em forma de raposa e Lilith está em suas costas, deitada, abraçada em seu pescoço, a maga faz seus preparativos. Eram uma poção de invisibilidade mostrada anteriormente ao aprendiz e uma pequena mochila (logicamente como era algo como uma “missão de espionagem” ela faz o possível para não ser percebida, talvez não com sucesso e eles a tivessem ignorado) onde guarda alguns frascos vazios.
A partir desses momentos avançamos um pouco o tempo, após uma conversa sussurrante entre os dois no caminho, a sacerdotisa está sendo curada de seus ferimentos pelo aprendiz. Um clone do aprendiz, melhor dizendo. Lilith se posiciona de forma que Raitun possa ser acolhido em seu colo. Relativamente bem, ela própria puxa assunto.
– Parabéns por ter ganhado a aposta.
– Graças a sua ajuda.
– Nada disso. Graças aos seus poderes, seu suprimento espiritual interminável... Que fôlego garoto!
– Graças à cooperação de todo o grupo, conseguimos purificar o mal contigo naquela criatura, correto sacerdotisa-san?
– Correto, coisa fofa plagiadora de frases enormes que falam de coisas santas.
– E é preciso algo desse tamanho para ficar me definindo?
– Quer apenas uma palavra?
–Quero.
–Chato.
–Menos.
–Desajuizado.
– Não?!
– Estranho?
–Talvez...
– Obscuro.
– Relativamente.
– Misterioso!
– Sim!
– Não.
– Qual?
– Anormal.
– Perfeito. Um ataque de riso conta dos dois no momento.
– Lembra da história?
– Aquela cheia de coisas místicas e deuses, e algo do tipo?
– “Exato.”
A garota interrompe a leitura do ancião, dizendo: “Para realmente entender o agora, é preciso rever o que se passou”. Então foi por isso que ela resolveu contar a tal história para o aprendiz.
– Exatamente. Ainda lembra-se da história do começo de tudo?
– Lembro, lembro muito bem.
– Então podemos continuar pulando a história que está na história?
–Podemos sim, assim economizamos tempo.
–Onde ela continua... – diz ele folheando o livro, até apontar algo em uma página. Aqui, em “o incansável trio se rende ao cansaço...”... “caindo assim os três em um sono tranquilo e profundo...”.
Em meio a sonhos e devaneios que levam ao delírio profundo, em meio às sombras, uma foice negra se prepara para ceifar a alma do aprendiz. A morte dessa vez foi falha, e falha miseravelmente. Aprendizes dormem, elfas dormem, mas entidades não dormem. As irmãs katanas aparam o golpe, e enquanto se materializam a sacerdotisa desperta e aponta o arco para a pessoa encapuzada que tentou tirar a vida do garoto. Rapidamente ela nota os detalhes da foice.
– Essa foice... Você é realm-
– Desarme! Diz a Srta Hitch, saindo de seu “esconderijo”. Como as katanas, a foice e o arco estavam praticamente disputando o mesmo espaço, as quatro armas são lançadas para longe. A única que se mantém no lugar é a varinha da maga. A esta altura, já estava imobilizando a invasora com magia.
O aprendiz levanta-se do colo da sacerdotisa e se espreguiça (e a sacerdotisa por algum motivo tapa os olhos com as mãos durante esse momento) e indaga ao invasor:
– Ora Amy... Há quanto tempo. É um costume seu visitar regularmente os forasteiros?
– É um costume teu nunca me acordar cedo? Quase perdi a parte divertida da festa, interrompe Hitch.
–Não lhe desperta algo essa minha comum situação? Nenhuma lembrança?
– Ah, muitas... Inesquecíveis, afinal, a chuva me lembra uma pessoa.
– Como a tempestade descobriu minha presença em meio a tal desordem? Alguma habilidade especial de perceber auras mesmo que elas estejam escondidas?
– Não... Algo infinitamente simples: reconheci-te pelo cheiro. Lembro-me fielmente dos cheios de pessoas importantes... Impossível confundir um com outro, diz ele franzindo o nariz.
– Agora você tem algo a mais para lembrar-se dela. Mais uma vez, ela tentou lhe matar. Na nossa frente, como fator agravante.
...

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Projeto - Parte 2, Capítulos 3 e 4



Capítulo 3 – Duplas problemáticas


– Sir Raitun! Lady Hana! – Mais problemas: Pyth voltou. Dessa vez junto de seu pai, e estão rumando para Midgard. A nossa mestra está segurando os dois com uma barreira e sendo auxiliada pela sacerdotisa Mary Anne. Elas não irão suportar por muito tempo.
– Precisamos ajudar. Algo mais a relatar?
– No momento não, Sir Raitun.
– Por que Yumi não entra em combate? E o que diabos Sigfried faz por perto sem ajudá-la? Indaga o aprendiz após sentir as auras do lugar.
– Querem nos ajudar a ganhar a aposta. Vamos nos apressar, aprendiz estúpido. –Responde Kitsu.
– Ainda não. Indo com corpo e alma avariados não vão poder fazer muita coisa.
– Alexis, a mestra em artes de cura. Sendo você quem diz, devemos realmente esperar. Diz a raposa, enquanto a recém aparecida Alexis começa seu trabalho. Envolvendo os alvos em escudos de mana e luz ela começa a recuperar não apenas as feridas físicas, como as espirituais, além de recuperar o mana dos guerreiros. Isso leva algum tempo, considerando a quantidade de alvos da magia e a quantidade de mana perdida. Após severos minutos gastos com a sessão de cura, o time de quatro pessoas (ou três pessoas e uma raposa, como preferir) se dirige ao campo de batalha. A elfa sacerdotisa retorna para seu templo, e reza por uma vitória sem maiores danos ao reino e seus habitantes. No caminho a raposa volta a se fundir com o aprendiz, e o time agora composto por uma raposa montada por duas mulheres estonteantes se põe novamente a caminho, planejando destruir os ameaçadores dragões.
– É, até que é confortável montar no aprendiz, não acha?
– Dessa vez eu concordo, tem algo de bom nele.
– Será que é confortável montar na forma original dele? – Pergunta Lilith com uma ligeira malícia em seu sorriso
– Não sei... Mas dá vontade de testar.
– Sei como é isso, também tenho.
– Parem de falar essas coisas pervertidas como se estivessem sozinhas! Diz o aprendiz interrompendo as duas.
– Mas estamos sozinhas, e montadas em uma raposa gigante.
– Dessa vez não temos culpa. Você quem foi ver o lado pervertido da situação, seu pervertido.
– Calem-se. – A raposa abaixa as orelhas e ganha velocidade rapidamente, Com o impulso Lilith Se desequilibra e abraça Hana para não cair.
– O que houve? Indaga Hana
– É que eu tive que me segurar para não cair.
– E foi segurar exatamente meus seios?
– Ah, foram as primeiras coisas que encontrei. Perdão.
– Você ainda está apalpando-os.
– São bem volumosos, assim como o aprendiz constatou. E macios. Bem macios.
– Pare com isso! Assim você vai acabar me deixando com vontade de... Pegar nos seus!
– Você quer coisa fofa?
– Posso mesmo? Diz Hana com os olhos cintilando
– Não, não pode! Grita o aprendiz interrompendo as duas – Parem com isso!
– Ora... Ataque de ciúmes. E olhe que nem começamos nada. – diz Lilith, na mais pura intenção de provocar o aprendiz. A raposa dessa vez foi mais esperta, e o foi suficiente para fugir da armadilha.
– Vulpes agilita! – Dizendo as palavras certas, a raposa se move para o destino como um raio de luz.
– “Parabéns... aprendeu a minha técnica. Aliás, fez algo mais: aprendeu o nome da técnica. Saiba que existe um abismo de diferença em saber ou não saber o nome.”
– “Deu para perceber pelas espadas. Elas eram apenas espadas até eu conseguir ouvir seus nomes.”
– Finalmente chegou, diz a voz de Lilith.
– Raposas são tão desligadas a ponto de chegarem atrasadas nas suas missões? –Indaga Hana
– “Não, já os aprendizes pervertidos cujo mestre raposa não tem controle da velocidade...”
– “Dane-se, raposa estúpida.”
– “Olhe para frente e responda, aprendiz idiota.”
– “Perdão pelo atraso”, responde o aprendiz. Só após isso nota que apesar do peso de suas costas se manterem igual, as duas mesmas mulheres sorriam à sua frente.
– Estranho... Algum tipo de ilusão?
– Não, tente novamente. – respondem as quatro juntas.
– Ahn... Aqui a matéria pode ocupar dois lugares simultaneamente?
– Não, aqui nós podemos fazer clones. – Dizem as originais, enquanto os clones se desfazem em fumaça.
– Explique-se.
– Treinamento. Você deveria estar atento, perceber que eram clones e se apressado. Fique sempre alerta Raitun, pessoas podem se transformar em algum aliado seu, mas se você estiver alerta pode detectar que é um impostor. – Explica Hana
– Há quanto tempo... Quem é você mesmo? – diz Lilith
– Esqueceu meu nome agora?
– Mentira! Era brincadeira, coisa fofa. Após uma pausa, ela continua: estive te esperando.
– Como assim?
– Há muito tempo... Estive te esperando.
– Do que você está falando?
– Te esperei muito... Muito, muito... Por muito tempo. – Lilith abraça o aprendiz, o mais forte que pode, mesmo que ele não esteja em forma humanóide. O aprendiz em sua forma de raposa, sendo esquentado pelo calor do corpo da sacerdotisa responde
– Não entendo... Mas sinto que são palavras tristes... Muito... Muito tristes. Farei o que puder para entender... Portanto, tente me ajudar com isso.
– Ajudarei no que for necessário, coisa fofa.
– O casal pode parar com o namoro e se concentrar?
– Não somos namorados! Dizem os dois ao mesmo tempo, em sincronia perfeita
– Ainda não... – Comenta Yumi.
– Abra a barreira, fala a raposa, e a Arquiduquesa atende prontamente o pedido. Assim recomeça o embate das bestas. Pyth contra a raposa, Hanna e Lilith contra Loth. Sem paciência, e talvez para contrariar a última batalha, o primeiro dragão é fácil e rapidamente vencido com uma mordida no pescoço. O grande problema agora era Loth.  O pai do dragão morto, que além de poderoso era arrogante, estava “apenas esmagando insetos”.
– As suas flechas são a única das nossas habilidades que causa algum dano nele.
– Mas não são poderosas o suficiente.
– E se elas fossem poderosas o suficiente?
– Como você pretende causar um dano tão maciço e derrubar um dragão com uma flecha?
– Usando meu mana além do seu, diz o garoto voltando à forma original. Vamos unir nossos poderes assim como fiz com a raposa.
– Não nos resta nada a não ser tentar. Kitsu, Hanna, criem uma abertura. Yumi, Mary, fiquem na cobertura, assim não se esforçarão tanto.
– Graciosa até nas mínimas ordens, comenta Raitun.
– Galante como sempre. – Responde a sacerdotisa, e após a situação acena para o aprendiz, este põe sua mão sobre o ombro dela e transfere um pouco do seu poder para ela, que lança os dois poderes no coração do dragão.
– Vocês (se referindo também a Kitsu que havia ajudado no último golpe) não precisavam ter dado tanto poder para minha flecha, o de um só é suficiente. Acho.
– O que importa é que ganhemos nossa aposta, ou talvez um pouco mais.

Capítulo 4 – Algo bom e Nada bom


– Nada bom. Algo mais poderoso está vindo, comenta Yumi com uma expressão preocupada.
– Mais poderoso quanto?
– Mais do que os outros dois juntos. Não entendo, a existência dele havia sido apagada há tanto tempo, não acredito que seja realmente ele.
– Quem é esse “ele”? Pergunta o garoto.
– Ayenth.
– Ayenth?! Indaga um coro incrédulo.
– Quem diabos é Ayenth?
– Temos tempo para isso? Pergunta a grande raposa. Após receber uma resposta positiva retoma as palavras. Preste atenção garoto, pois tenho uma história antiga e dominada por magias para lhe contar. Embebida em coisas épicas, excentricidades e valores. Um breve silêncio tomou conta do local naquele momento.
– Por que a hesitação Kitsu? Pergunta Raitun, afinal em vez de história escutou silêncio após aquelas palavras.
– Tempus levitatus... É o que ela responde.
– O tempo voa, em uma língua morta do seu mundo. Para os personagens de uma história tudo parece ter acontecido ontem, ou estar acontecendo, diz Lilith.
– Voltando os ponteiros, você vai descobrir muitas coisas ocultas. – Talvez a raposa tenha dito isso como forma de traduzir algo que Lilith resmungou de forma não compreensível. A sacerdotisa continua.
– Deixe isso comigo. Não é o momento certo de se ficar contando histórias épicas. Quando for faço bom uso do recurso.
– Concordo. E antes de tudo, é uma sugestão da grande Lilith, comenta Yumi. Hanna acena positivamente, mostrando concordar também.
– Já que todas as meninas concordaram, o seu desejo mútuo será uma ordem. Lembre-se de todos os detalhes se possível.
– Um detalhe muito importante é o local do seu túmulo: aqui.
– E você é...?! Pergunta Lilith, fitando o encapuzado que acabar de proferir e rase e aparecer em meio a eles. Em vez de responder verbalmente, este se transforma em um dragão. Um enorme dragão. Negro, maior que os outros dois e com uma aura terrível, realmente densa e assustadora para o aprendiz.
– Holy Arrow! São as primeiras palavras da batalha proferidas por Lilith, invocando uma flecha de luz sagrada. A flecha causa um dano considerável na asa do dragão, infelizmente ele também tem uma regeneração estupidamente rápida. O aprendiz puxa suas katanas e começa a tentar atacar o dragão. Apesar do empenho e da quantidade de golpes, os ataques físicos do aprendiz são inúteis em relação a regeneração quase instantânea. Os ataques com a música vindos da guitarra de Hanna também não surtem efeito. Canções de ninar não fazem demônios terem pesadelos, a melodia dos trovões não traz nenhum medo aos orgulhosos serem acostumados a rotineiramente aniquilar cavaleiros: Uma flecha sagrada abre mais um furo em sua asa, e é o que o grupo precisava para matar a charada do ponto fraco do inimigo.
– Use novamente seu poder! Grita Raitun. E dessa vez, mantenha o foco no coração!
– A marca inscrita nesse coração orgulhoso é muito grande para este simples inseto que vocês chamam de sacerdotisa arranhá-lo. Nossa escuridão é mais densa que a sua luz, e por isso este lugar seu túmulo.
– Como diria a Louise... No reino de Montris o inseto esmaga VOCÊ! Gritou o aprendiz e continuou a mensagem diretamente dirigida para a mente da sacerdotisa.
– “Por que ainda não atirou?”
– “Por que meu poder é suficiente. Você viu que não é, que a regeneração dele é muito alta. Se eu quisesse atirar duas flechas no meio tempo ele teria se regenerado.”
– “Eu já sei, e já disse para você usar o meu poder junto do seu se preciso. Confie em mim”
– Vamos?
– Vamos.

Projeto - Parte 2, Capítulo 2



Capítulo 2 – Um inseto entre bestas antigas


– O que veio fazer aqui humana? O que você é para querer entrar em nossa luta?
– Ah, apenas um inseto. Diria até que sou... Um grilo falante, quem sabe. Porém, como será que ficaria o orgulho de um dragão que foi vencido por um grilo falante?
– Uh, e o “poderoso grilo falante” pretende me esmagar?
– Ora, como diria uma sacerdotisa de nosso reino, No reino de Montris, o inseto pode esmagar VOCÊ!!!
– Você é a próxima da lista então – o dragão se vira para a raposa, juntando mana e os raios em volta das asas. Canaliza tudo em um único ataque em lança na raposa de três caudas. A “intrusa” aparece entre a raposa e o ataque, tocando uma música em um violino. Uma barreira mística se levanta à sua frente, e o ataque é parado com facilidade, sem surtir nenhum efeito.
– Defense sonata.
– Você usou uma música para criar uma barreira... É assim que pretende me esmagar? Vai invocar uma orquestra como seu exército?
– Requiem of Dreams. – A música tocada muda, e o dragão desaba. Dormindo em sono profundo. –Vocês dragões tem o ego muito grande. E a boca também.
– Quem é você, e como fez isso?
– Ah, então não é a Kitsu de verdade, por isso estava apanhando. Fiz isso exatamente do jeito dragão disse. Uma música. Se palavras têm poder, imagine quando inseridas em uma melodia? A música tem seu poder se tocada da maneira certa.
– Você pode me ensinar?
– Não, ainda não. Hora de acordar o dragão. Vá.
– Acordar aquele dragão que estava prestes a me matar a alguns instantes atrás?
– É exatamente aquele. Não tem outro aqui, tem? Não questione aprendiz, apenas faça o que estão lhe mandando. – diz Lilith, que acabara de recobrar os sentidos, com uma voz fraca. Com alguns ataques a raposa finalmente consegue acordar o dragão, mas pela reação deste, ele não estava tendo uma boa noite de sono com bons sonhos.
– Maldita sejais tu, pirralha anã! Serás reduzida a cinzas!
– Pirralha? Anã? – a garota com o violino começa a rir – me reduzir a cinzas... –o riso se torna uma gargalhada debochada, que para repentinamente. – Depois do sono de beleza, o choro e a piada. Está na hora de voltar para debaixo da asa de seu papai.
– Toque, pequena mestra. – diz o aprendiz raposa.
– Requiem of fear. Além da mudança de música, agora há um mudança de instrumento. O violino se transforma em uma guitarra roxa, e a música calma se transforma em uma música realmente assustadora, que parecia ter como acompanhamento as vozes dos que já se foram. A misteriosa pessoa encapuzada some junto com a chuva, deixando o céu nublado vigiar as duas bestes e as duas mulheres. O pavor da música toma conta do dragão, e este trata de fugir, como se fugisse do seu maior medo em sua essência.
– Primeiro um violino, e agora uma guitarra. E ainda por cima, só a guitarra. Mundo realmente estranho. Mas, por que você fez aquilo?– indaga o aprendiz
– Para que ele não lhe matasse. Você ainda é fraco. – O comentário atiçou o fogo da raposa novamente. Ao perceber que a quarta chama está quase acendendo, a garota puxa da manga uma flauta de bambu e troca novamente de melodia. As chamas começam a se apagar, e o nome da melodia se revela: Sealed flute. Kitsu volta ao mundo físico e o aprendiz, em sua forma original inicia mais um questionário.
– Habilidade interessante. Você consegue tocar algo que traga comida? Lutar me deixou faminto.
– Não, ainda não achei esta partitura.
– Qual o seu nome?
– Hana.
– Um nome do tamanho dela, não concorda? – comenta Kitsu.
– Vá se danar, raposa estúpida. – respondem os dois a Kitsu
– E você se fizer alguma piadinha está morto. – diz Hana, agora bem próxima a Raitun.
– Entendido. A senhorita se incomoda em tirar um pouco o capuz?
– Acho que me incomoda mais ser chamada desse jeito. –diz ela, tirando o capuz
– Hum... Aproximadamente um metro e meio, cabelos e olhos castanhos... Pele negra, ah, e seios volumosos... – diz ele, pensando alto enquanto escreve as coisas no seu caderno de anotações. Alto de mais. Alto o suficiente para ser interrompido por um murro da musicista, agora de costas para ele e recolocando o capuz.
– Mais uma palavra sobre eles e lhe garanto uma morte lenta e dolorosa, bem dolorosa.
– Tuntun, que tal então falar dos meus e ficar vivo? –Diz Lilith, enquanto o aprendiz escreve algo e tenta responder (Talvez tenha sido alguma reação a dois volumes que lhe pressionavam as costas).
– I-isso lá é coisa para uma sacerdotisa ficar dizendo? –grita o aprendiz, tentando se desvencilhar do abraço por trás dado por Lilith. –Ah, quanto à minha morte, seria uma honra morrer em suas mãos, porém sinto que não posso morrer ainda.
– “Como você se recuperou?”– pergunta mentalmente para Lilly
–“Tenho meus truques garoto.”
– Não pode morrer ainda, por...?– indaga Hana
– Por que preciso ganhar a aposta!
– Você é fraco.
– Então me ensine como colocar as músicas em minha lâmina! – “ou, algo do tipo” pensa ele.
– Como diria a Louise, No reino de Montris, a música aprende sobre VOCÊ!
– Pare de imitar a Louise, é muito repetitivo.
– Nessas horas me lembro da estranha sabedoria dela, apenas isso.
– Mas, e então...
– Então você deve aprender sozinho o que deve aprender sozinho.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...