Aprender a escrever...

Aprender a escrever só se faz escrevendo. E só aprendemos bem aquilo que para nós tenha poesia.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Projeto - Capítulo 10



Capítulo 10 – O primeiro Ataque


– Então, qual ensinamento me trazes?
– Qual não, quais. Muitos por sinal... E o primordial é a essência da frase “Conhecimento é poder”.
- Qual o problema com a essência dessa frase?
- Nenhum. Mas você precisa entender que a essência é verídica.
– Como pretende me provar a veracidade dessa frase?
– Ataque-me e terá a sua prova.
– Não compreendo... Farei, espero que não o acerte acidentalmente.
– Não se contenha. – O garoto atende ao pedido, e sacando a Nimbus, investe furiosamente contra o ancião. Este não demonstra nenhum movimento ou esboço de defesa. Quando a lâmina está prestes a o atingir, ele simplesmente murmura palavras rápidas e ininteligíveis. Uma esfera invisível toma forma em volta de Otellus, como um campo de força. Além de proteger o Rikie, lança o padawan para trás com grande violência. O garoto praticamente voa por alguns metros, caindo com as costas no chão. E já não bastasse o ancião tê-lo feito voar para trás apenas com palavras, certa espada de fio negro e nome de nuvem quase atravessa sua cabeça, porém ele a segura entre as palmas das mãos antes que tal fatalidade ocorra. Após certo tempo paralisado por quase ter morrido no primeiro contra-ataque, ele se recompõe e puxa a segunda espada.
– Vamos, use seu conhecimento, ele é poder. – Mal terminara de falar e já estava se preparando para a próxima defesa, por que a ira do garoto fez com que ele aprendesse uma nova habilidade. Além de ter invocado algumas pequenas raposas (que pareciam ter se materializado a partir de nuvens que apareceram no chão do local), seus olhos agora eram idênticos aos de uma raposa. O aprendiz começa a rosnar e se põe em posição de ataque.
Vocês devem estar se perguntando como um garoto aparentemente normal que acabou de receber espadas pode fazer tudo isso, correto? Nem ele nem os outros, de olhos atentos e arregalados, sabiam a resposta. Se perguntou em um momento “como iria atacar”, as espadas responderam que era só seguir o caminho da tempestade, e quando menos percebeu, ele estava fazendo o que estava fazendo. Não dominava muito menos entendia aquilo, mas parecia estranhamente acostumado, como se já tivesse feito aquilo tudo há muito tempo atrás.
–Raitun! Continue lutando! – Grita Yumi
– Bravo! Bravo! Continue tentando até entender! – Diz o ancião. Enquanto falava se desviava das investida, terminando mais uma rodada com a mesma técnica da barreira que usou antes. “Ele aprende rápido demais...” Pensa o ancião, e após mais investidas sem efeito Raitun percebe algo: Quando duas raposas foram lançadas para trás e a terceira atacou, esta última ultrapassou a barreira e forçou Otellus a desvia. Abrindo um sorriso, e girando as espadas (as gêmeas sorriram junto com ele) pra voltar à posição de ataque, Raitun pergunta: – De novo?
– Sim, sim. Espero que seja a última vez. Isso se torna cansativo após certo tempo.
O garoto usa toda a força que possui e lança as duas espadas no ancião, como se atirasse duas lanças. Em conjunto com uma das raposas, isso obriga Otellus a repelir o ataque. Neste momento, as duas raposas restantes imobilizam os pés do ancião, e o aprendiz segura com uma mão o capuz do inimigo. A mão livre desce como um ataque, em forma de garra. Ao encostar-se ao alvo, ainda faz com que suas unhas cresçam instantaneamente, como garras gigantes de um predador em sua presa. Infelizmente, foi um ataque inútil. Raitun se dá conta que possuía apenas o capuz entre suas unhas, e uma nuvem de fumaça havia saído de dentro dele rapidamente, tomando a forma do sábio quando chega ao lado da Arquiduquesa. Esta por sinal estava assistindo com muita apreensão e ansiedade à luta. Raitun olha novamente o ancião, e vê que este estava com seu capuz, rapidamente torna a olhar sua mão, e percebe que este realmente não estava mais entre suas unhas. Ele guarda na memória a estranha habilidade de “virar fumaça” e as outras informações adquiridas na luta: suas habilidades e as do inimigo, o que aconteceu e como ele conseguiu atacar. Apesar de não entender tudo o que aconteceu, percebeu que de alguma forma, ele podia fazer muita coisa, e que outros poderiam fazer muito mais coisas que ele. Queria entender e aprender mais sobre aquelas coisas.
– Muito bom. Diria até que foi surpreendente. – Comenta Otellus.
– Acho que ele deveria começar aperfeiçoando a habilidade com as espadas.
– Boa colocação, Srta Arquiduquesa. Estou de acordo. Então, essa foi a primeira lição... Caso surjam dúvidas futuras, estarei a lhe esperar na esquina dos ventos. – Novamente o ancião se transfigura em fumaça, dessa vez de forma mais lenta, e a fumaça apenas se dissipa, como uma fumaça qualquer. A presença que o aprendiz sentia do ancião faz o mesmo. Após isso Raitun guarda suas espadas e seus olhos voltam a ser olhos de um humano comum.

domingo, 13 de abril de 2014

Projeto - Capítulo 9



Capítulo 9 – Otellus


– De fato, pontualidade é algo imprescindível, principalmente se tratando de um professor. – Responde ele (o que entra) cordialmente.
– Ainda mais se tratando de Otellus, o mais sábio dentro os Rikies. – A cada fragmento do diálogo o ancião se aproximava. Raitun se levanta, guardando suas espadas em duas bainhas que se encontram em forma de x, e curiosamente se materializaram no meio do diálogo entre os três (“Como?” é Informação confidencial).
– Quem és tu, ancião?– Pergunta o aprendiz
E este responde: – Que rude. Que petulância. Sua única função no momento é tentar me dar respostas corretas, entendido? Vamos começar com... “Quem/O que é você?”
– Sou apenas um jovem aprendiz da vida.
– Da vida... Interessante. Ela é se não a melhor, uma das melhores, uma excelente professora. O fato lamentável é ela matar seus alunos. Nunca saberemos em que instante ela o fará. Sou o mais antigo dos Rikies. Estes ensinam os Lupos, que são os devem ser chamados no seu mundo de professores. Então, sendo eu o mais antigo dos Rikies, e você um mero aprendiz, conclui-se que...?
– Que ou você veio fazer uma simples visita à Arquiduquesa, ou veio para me ensinar algo. Pergunto-me como soube das notícias.
–Bom uso do lógico. Eu devo estar lhe subestimando. – O aprendiz após o comentário do ancião, e por ter percebido algo interessante: ele também tinha um Aiodrome. As espadas gêmeas também lhe parabenizam: “Boa percepção. Ele soube graças à habilidade dos Aiodromes em se comunicar. Alguma mensagem provavelmente enviada pela Hitch ou pela Yumi. Não sabemos ao certo o que, mas tem algo acontecendo aqui.”
–Pergunto-me agora por qual dos motivos se encontra aqui.
– Considere o fato de que a Arquiduquesa é... Digamos um pouco calada e antissocial. – “E não apenas ela pelo visto, parece ser a nova tendência jovem” pensa o ancião.

sábado, 12 de abril de 2014

Projeto - Capítulo 8



Capítulo 8 – Cumulus Nimbus


– O que é “principal” pra vir antes de um nome?
– Uma alma, é claro...
– Como assim?
– É melhor que eu lhe mostre. Presumo que gosta de espadas, não? – Antes de dar chance de resposta, Yumi movimenta seu báculo, e “puff”, espadas de vários tamanhos e modelos aparecem por todos os lados da sala. Flutuando, pelo chão, nas paredes... A grande sala vazia agora era mais parecida com um salão de armas.
– Devo escolher uma delas?
– Não, elas que irão lhe escolher. Sente algo diferente vindo de alguma espada?
– Hum... Ainda não, talvez se... – E Raitun fecha os olhos, estendendo os braços, e se concentrando. Nessa posição começa a ouvir duas vozes sussurrantes que dizem: “Liberte-me... liberte-me...”
–Duas vozes me chamando... Parecem vir das espadas...  É algo desse tipo?
–Duas?! Isso é estranho... Duas... Nada comum. Chame-as até você.
– Vozes desconhecidas, peço-lhes que venham até mim! Não posso afirmar que posso cumprir vosso desejo. Atrapalhado como sou, irei tentar!– Ele sente duas presenças se aproximando, mais perto, mais perto. Após isso, ele se vê com uma espada em cada mão. As duas o escolheram. Apesar de iguais, lhe passavam diferentes sensações, são iguais por foras, mas no fundo eram duas espadas diferentes. “Cumulus Nimbus, as katanas gêmeas de fio negro... únicas.” é o que pensa Yumi naquele momento.
– Agora sua iniciação está terminada. – Diz a Arquiduquesa com um sorriso.
– Finalmente, padawan tuntun! – O garoto além de ter se assustado, se irritara com a dona daquela voz, e se vira rapidamente desferindo uma espadada na mesma, que se esquiva sem maiores dificuldades.
– Maldição, não me chame assim Hitch. E não apareça assim do nada!
– Que seja... Mas a Cumulus e a Nimbus não te escolheram para acabarem como brinquedo.
– Cumulus e Nimbus... Elas me falaram sobre. Sabe, elas também me lembram a chuva.
– E...?! – dessa vez era a Arquiduquesa indagando.
– E a chuva me lembra alguém.
– E lá vai ele lembrar de novo disso... “Ela”... – Comenta Hitch
– Quem é “Ela”?– Pergunta Yumi
– Ela é a chuva, e eu a tempestade, somos inseparáveis, fazendo estragos imensuráveis. Sempre juntos, rindo dos humanos. Talvez um par perfeito, brincando com a humanidade tão saturada de defeitos. – E em meio a essas palavras, Raitun apenas sorri de forma brilhante como não havia feito até aquele momento dentro do tal reino mágico. Deitou–se no chão após isso, fechando os olhos e saboreando a felicidade.
“Pirralho, quer saber mais sobre nós?” Diziam as espadas, interrompendo seu transe. Apenas ele podia escutá-las, Era como escutar seus pensamentos, era como se elas estivessem agora dentro dele. O garoto responde um “sim” mentalmente, porém como um círculo vicioso sempre se repete tudo conspira para que haja uma quebra de pensamentos no aprendiz. O empecilho da vez eram as portas do salão onde estavam se abrindo, revelando um velho homem, com uma capa roxa que lhe cobria por inteiro.
– Pontual como sempre... – Comenta Hitch.

Sobre o nome do protagonista

Algumas pessoas acharam ruim de pronunciar. Eu pronuncio meio que como "ômini ráitún". Enfim, esse nome surgiu de uma associação muito doida com digimon. Eu adoro digimon, e lá tem um digimon chamado Omnimon, que é a fusão do Wargreymon com o Metalgarurumon. Em japa, é chamado "Omegamon", por isso (spoiler) ele vai ter vários "omega" tatuados no corpo (spoiler). Como ômega também é a letra final do alfabeto é encarada como simbologia do fim, ou seja, Raitun também é uma espécie de princípio destruidor em que tudo acaba. Akemi (personagem da "parte 4") terá vários alfas tatuados pelo corpo, por ser uma espécie de encarnação do princípio criador. Omnia em latim é "tudo", e aí eu resolvi juntar o útil ao agradável e homenagear o digimon que eu mais gosto e criar um nome que refletisse os poderes do protagonista, que são (spoiler) associados com raios e raposas (spoiler). E aí surgiu o "Omni Raitun", que meio que significa "todos os raios". Ou seja, uma tempestade.

Projeto - Capítulo 7



Capítulo 7 – Omni Raitun


– Seu nome é o que eu irei lhe dar, esta é a minha função. Aqui, ele será o seu nome.
– T-tá... Mas, qual?– E antes da resposta, vem mais uma interrupção do coral de Aiodromes.
– Mestra, mestra, é chegada a hora!
– Exatamente, iniciando ritual! – Diz ela sorrindo docemente.
A Arquiduquesa bate com o báculo no chão, e começa a emanar um brilho em volta dela, como se fosse uma aura. Um círculo se desenha no chão, contendo várias letras estranhas e incompreensíveis. Dessa circunferência, saem cinco linhas distintas, como uma estrela, cujas pontas formam uma circunferência maior. Nesta circunferência maior agrupam-se os Aiodromes, formando assim uma meia esfera, que recobre os dois. O Aiodrome azul de antes se posiciona acima da cabeça do garoto.
– Ajoelhe-se, ou curve-se, se preferir. – “Você é alto” Pensa ela. E após ele se curvar, ela continua: – Eu, a Arquiduquesa dos Aiodromes Namizake Yumi, uma dos três Lordes Imperiais de Montris, neste momento lhe dou o seu nome. A partir deste momento, seu nome é Omni Raitun.
– Yes, my Lady!
– Agora, alguns presentes que serão indispensáveis, tuntun.
–Lady, eu bateria em você agora, se isso não fosse considerado algo tão rude. E o Aiodrome azul responde ao recém nomeado no lugar da nobre.
– Péssima ideia, Sir Raitun.
– É eu sei... Arquiduquesa, quais são os tais presentes?
– Primeiramente, esse Aiodrome é seu, afinal todos aqui têm o seu próprio Aiodrome. Você não é exceção.
– E quais as Utilidades de um Aiodrome?
– Basicamente, a comunicação, sir. Temos várias utilidades a mais, porém, aconselho que deixe para mais tarde o aprofundamento nesse assunto. – Responde o Aiodrome.
– Vou seguir seu conselho, parece que esses aconselhamentos são uma boa utilidade, no final das contas.
– Agora, hora de dar-lhe vestes apropriadas e dignas. Feche os olhos, tuntun! – Diz a nobre, rindo dessa vez.
– Lady, quer mesmo apanhar?
– Oh, não faça isso, por favor...
– Então, não me chame assim se me deu um nome!
– Assim é mais prático, menor, fácil de decorar e também... É bonitinho oras! – É o que responde Yumi, um pouco sem jeito ao dizer aquilo.
– Em minha opinião, aprendizes não deveriam ser chamados por algo “bonitinho oras!” – Responde o garoto, imitando a voz da Arquiduquesa na última expressão.
– Então, aqui vai algo em troca, espero que seja equivalente. “E o que seria”, você vai perguntar, não é?Uma permissão especial. Permito que você me chame apenas de Yumi, sem obrigações de etiqueta... isso será justo.
– Considerando isso como um presente, eu aceito. E quantos têm essa permissão de ser tão diretos com a Yumi?
– Apenas os Lordes, e poucas pessoas de nível equivalente.
– Mestra, por favor, mantenha o foco. – Sim, é novamente um Aiodrome interrompendo o que seria uma longa e agradável conversa.
– Verdade, foco. Foco... Foco... Hora das vestes. – Após falar isso, Yumi encosta seu báculo em Raitun, que percebe sua roupa se modificando. E agora, finalmente as tais vestes apropriadas: Uma calça longa e branca, com um hakama por cima, também branco. (hakama é um tipo de “calça” japonesa que é colocado por cima da roupa normal, possuía pregas e eram bem largas, ajudava a dificultar a leitura dos pés em uma luta, era muito usada por samurais.) Uma camisa acinzentada, que aparece pouco, pois há por cima dela um, sobretudo branco, com uma letra ômega maiúscula (Ω) inscrita na parte das costas, tomando as quase por completo. O sobretudo era longo, tanto nas mandas, que quase encobriam suas mãos (agora revestidas por luvas pretas), como em comprimento, descendo até um pouco depois do joelho, onde parecia ter um efeito de rasgado/desfiado. Para segurar a calça e o hakama, ou talvez apenas para compor, uma faixa preta. Também usava botas agora, quase que totalmente escondidas pelo hakama (era pra isso que o hakama servia principalmente) e que eram pretas.
O garoto se olha, como se não reconhecesse mais, e exclama: – Incrível!
– E agora, o principal.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Projeto - Capítulo 6

Capítulo 6 – Namikaze Yumi

– Que estranho...
– Concordo, mas alguém lhe espera ali. Vamos. – Responde Hitch, cortando mais uma vez os pensamentos do garoto. Os dois adentram na mansão, passando pelos antigos, e enormes corredores cheios de pontos de luz. E logo de tanta fascinação, ele paralisa com uma visão deslumbrante. Eles entram em uma sala enorme, e do outro lado, sentada em um trono, com um fabuloso vestido, uma garota. Também segurava um báculo muito ornado, e tinha aparência jovem. Longos cabelos negros, olhos castanho escuros, pele clara. Isso logicamente chama sua atenção, e o garoto começa a pensar: “Nossa... ela é realmente linda. E parece ter a minha idade, e também parece ser bem importante, então devo controlar os modos... mas o que diabos são esses benditos ponto de luz que rodeiam tudo quanto é lugar? Principalmente essa mansão... estão rodeando a, como se a obedecessem... como se ela mandasse em cada um deles. Quem é ela afinal?” E como sempre, seus milhares de pensamentos são interrompidos por alguém, dessa vez, a garota.
– Sou a Arquiduquesa dos aiodromes Namikaze Yumi, uma dos três Lordes Imperiais de Montris. – O garoto se ajoelha em sinal de respeito e toma a palavra.
– Perdoe-me então, não tenho conhecimento de sua importância, Grande Arquiduquesa. Vim aqui, porém não por vontade própria, fui trazido até sua residência pó uma conselheira, uma mulher que parece conhecer este lugar, e que por algum estranho motivo, acabou de sumir... – Diz o garoto, quando nota que a presença de Hitch havia se esvaído como a fumaça se dissipa a céu aberto. “Ótima hora” deve ter pensado ele.
– Ela tem coisas a fazer.
– Esta seria uma informação... Confidencial! – E ela, notando a curiosidade do garoto em acompanhar as luzinhas, comenta: – Hum... “o que são essas luzinhas”, correto?
– Completamente correto, nobre arquiduquesa. Perdoe-me novamente, pois sou apenas um aprendiz, um mero vassalo que acabou de chegar sem ter sido anunciado.
– Equivocadas essas últimas palavras, Sir. És também de alto nível, e tão valioso quanto eu. Diria que é até mais.
– Como assim, Senhorita Arquiduquesa?
–Bem... Temo que vá ser um choque receber uma notícia dessas desse jeito, mas você é o Lu- – e com um “Não conte minha senhora! Pare!” Uníssono, várias vozes interrompem a nobre. Isso assusta o garoto, que pensava estar sozinho na sala com ela. Procurando agora em qualquer fresta sinal de vida, escuta mais uma das vozes
– Ainda não é a hora, mestra.
“Se apenas a vejo, quem mais está aqui?” Se pergunta o garoto, ficando desnorteado com as prováveis respostas hipotéticas para a pergunta. Neste momento, aproxima-se dele um ponto de luz de cor azul-clara, e ao brilhar um pouco mais do que já brilhava, ecoa mais uma voz estranha, porém doce e bondosa.
– Eu estou aqui, Sir. Aliás, todos nós estamos aqui.
– Entende agora, Sir? Todos nós! – Respondem várias vozes novamente em uníssono, enquanto vários dos pontos também brilham mais intensamente.
“O ponto... os pontinhos de luz... falaram.” pensa o garoto, antes de desabar no chão como um saco de batatas. A Arquiduquesa se levanta do trono e vai até o jovem, porém ao perceber que o jovem estava apenas deitado e olhando para o teto, a garota da nobreza perde por instantes sua postura.
– Uau, nem desmaiei e já comecei a ver seres angelicais...
– Maldito, achei que estava desmaiado! – E a nobre bate com tudo a ponta de seu báculo que é apoiada no chão diretamente no abdômen do garoto.
– Perdão... É que... Eu gosto de olhar o teto ou o céu quando viajo demais em meus pensamentos... – É o que consegue dizer o garoto, em tom baixo e se contorcendo devido à dor. A nobre, de braços cruzados e virada de costas para ele, é interrompida em seu breve momento de fúria por um dos pontos.
– Mestra, recomendo-lhe que continues a audiência e que comece o ritual. Ah, e perdão sir, nós todos somos aiodromes, prazer.
– Prazer, meu nome é – O recomposto garoto se cala imediatamente ao ver a ponta de cima do báculo a centímetros de seu rosto.

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